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sexta-feira, 24 de maio de 2013

Sobre a minha experiência docente no Instituto...

Mais um sonho realizado!
Minha experiência docente na escola que me formou (em muitos sentidos... como pessoa!) foi curta...  durou 2 meses, só. Intensos 2 meses. Frequentando seus espaços duas ou três vezes por semana. Tempo suficiente para eu me encher de alegrias e cumprir um papel que faltava: de professor do IE. Afinal, em 15 anos de escola, eu cumpri tantos papéis diferentes...

Voltar lá como professor foi demais! Logo eu, quem? Olha só, ó...
Que estranho reconhecer alguns alunos que ainda não se formaram. Isto mostra há quão pouco tempo eu ainda estava ali, no chato papel de aluno... e que interessante ser reconhecido por vários professores que me deram aula! Sinal de que traumatizei... lembravam até dos meus complexos sobrenomes! Não passei em branco! \o/

Muito legal ouvir palavras (des)motivadoras para quem inicia a carreira docente, como: "Agora tu vais provar do teu próprio veneno!", "Tomara que tu tenhas alunos como tu eras...", etc... haha! Quase morria engasgado com a frase: "Terei alunos terríveis como eu era, se eu lecionar como vocês lecionam..." Seria uma frase a ser vomitada, e não falada... mas não falei. Devia...

Trabalhar Geografia com meus alunos do 6º Ano, as características gerais da Terra e seus movimentos, orientação e localização, foi só o meio pelo qual passei minha mensagem nesses 2 meses... certamente eles não lembrarão do que fizemos e do que falei em alguns anos, mas acredito que se lembrarão do que sentiram em alguns momentos...

Eu me lembrarei dos olhinhos brilhando quando falava da minha relação com a escola e da importância deste momento para a vida deles; daquela mãe da aluna que passou a gostar de Geografia por causa minha; daquelas frases de carinho que ouvi e de algumas lágrimas no último dia de estágio. Me senti educando, com tudo o que há nas entre-letras desta palavra.

Foi demais...
Relato no Facebook da minha querida Gabriela Borin:


E a postagem de um dos alunos do estágio... :')

quinta-feira, 21 de março de 2013

Grades e mais grades...

"As grades do condomínio são pra trazer proteção, 
mas também trazem a dúvida 
se é você que está nesta... prisão!" 
Minha Alma - O Rappa

Notei na primeira vez em que voltei ao Instituto de Educação como professor, que há cinco olhares possíveis de serem feitos sobre a grade posta na frente do seu prédio: a, b, c, d, e.

a) Enquanto fui aluno da escola, não havia grade, logo, não havia um olhar direto sobre ela. Mas olhava o projeto e já me posicionava, enquanto Grêmio Estudantil, contra. Era ainda um olhar imaturo e que mirava o futuro, portanto sem uma base sólida que o sustentasse e sem a real dimensão do poder de uma grade.

b) Entre 2008 e 2013, período em que estive fora da escola , olhei a grade enquanto pedestre. Algo arquitetonicamente inadequado para uma construção tão bonita, que sequer permitia-me admirar sem querer a sua faixada. Sim, pois uma pessoa em movimento e de estatura menor que a grade, ao olhar na direção da escola, na diagonal, observa somente a grade. De imponentes, os pilares por detrás desta passam a ser impotentes.

c) Nas visitas em datas comemorativas (Festa Junina, Reencontro de Ex-alunos, etc.), ao ser barrado pela grade, tive um terceiro olhar: o olhar de ex-aluno. De alguém que viveu a escola e muito fez por ela e agora é barrado por uma grade que não difere um bandido de alguém com boas intenções com a escola.

Sombra à que tive acesso por ser professor.
d) Volto então, agora, como professor à escola. Chego às 13h10min e a grade gentilmente abre para que eu possa esperar dentro do território escolar onde posso usufruir de uma única sombra (foto) do final do verão porto-alegrense  Atente para a palavra-chave território, um conceito diretamente relacionado com poder, limite e fronteira. 

e) Agora o pior dos olhares que a grade recebe: o olhar do atual aluno. Uma criança que segue a característica geral de sua geração que é a despolitização (há exceções, para nossa alegria). Lutar por seu direito não é do seu feitio. 
Ele chegou junto comigo, no mesmo horário, sob o mesmo Sol de Forno Alegre em março; mas ele não pôde entrar. A grade seleciona a pessoa que pode ter o seu lugar à sombra. Ela hierarquiza e coloca o professor (eu) um nível acima do mero aluno que, pobrezinho, não pode nem contar com a sombra do falecido Guapuruvu (foto) que por tanto tempo me cobriu projetando sua sombra na calçada.


Onde havia um Guapuruvu e uma bela sombra...


Então pensemos:
Se este aluno chega cedo demais, como neste caso, fica na rua. 
Se este aluno chega atrasado, após 10 minutos de tolerância fica na rua. 
Entende-se por "ficar na rua", ficar sob as intempéries da natureza, o Sol forte, a chuva, o calor, o frio, vento... e, ainda, exposto à violência.


 Agora, se este aluno chegasse no horário, entre 13h25min e 13h40min, ele seria preso. A grade o engoliria e o manteria até o fim do turno naquele prédio. Prédio este que, por muito pouco, difere de um presídio. Os carcereiros, ou, nesse caso, professores cuidando de suas celas, ou, salas. Professores estes, presos à uma grade curricular dentro da educação do medo.

E à quem interessa o medo, as grades, os muros, ...?

terça-feira, 5 de março de 2013

Queixo-me ao blog...

O causo é o seguinte:
Acabo de ver um vídeo que fala de forma bonita e organizada tudo que sempre pensei e pratiquei, porém, do meu jeito. Aí fiquei feliz, triste, orgulhoso e frustrado ao mesmo tempo e, quando sentimentos se cruzam assim, eu escrevo. Então liguei o Cartola nos fones de ouvido e fui...


Que frustrante e muito fantástico é ver alguém verbalizando, textualizando, o que desorganizadamente eu já pensava e sentia, desde criança. Acontece direto... às vezes quando leio um texto ou assisto um vídeo... outra hora numa conversa, ou numa reflexão ao abrir a geladeira. Enfim, eu explico. Ou complico. Sei lá, ninguém mandou você ler isso aqui.

Me frustro por perder um pouco da minha ignorância e, junto dela, a minha petulância. Perdi autoria... Era tão bom ser ignorante e achar que estava na vanguarda daquele pensamento... Agora sei que nada sei, ou melhor, nada sabia... Antes não sabia o quanto de fato não sabia e achava que sabia muito... Ih, baixou Sócrates aqui.

Mas, ora, não sejamos tão humildes... Agora sei que sei um pouquinho... Por isso é fantástico! Senti orgulho de mim mesmo! Agora vejo alguém que estudou décadas a mais que eu embasando teoricamente o que eu intuitivamente pensava e praticava, legitimando meus atos. Isto organiza meu pensamento e me fortalece politicamente a partir do momento em que vejo que não estou sozinho neste movimento.

Cartola... me acompanhou enquanto desabafei aqui...
Agora, minha motivação de ir além foi potencializada, pois o ponto que até então fora uma meta, agora é a referência sobre a qual estou caminhando! Ah, e essa trajetória vai ganhando novas metas num horizonte cada vez mais amplo! Segue o baile, em busca de novas frustrações fantásticas!

3h44min, vou desligar o Cartola nos fones, cacofonizar menos, parar de parafrasear o Sócrates, e dormir... boa noite!

domingo, 5 de agosto de 2012

A estranha órbita da insônia...

Cinco da madrugada; nada do sono...

Cadê o sono que me motivara a ir pra casa há uma hora? É como se "algo" entrasse em órbita no momento em que fecho os olhos. O centro do meu pensamento exerce a força gravitacional que mantém esse algo atraído e em constante movimento, até que o sono venha. No seu momento de afélio, pareço flutuar sobre a cama. Fico leve, "mó barato", teto louco... No periélio isso passa; me acordo, mesmo sem abrir os olhos e cessar a órbita. Quase ouço um som emitido nesse rápido movimento do algo, no vácuo dos meus pensamentos.


Uma meditação. Ausência dos pensamentos, basicamente. Porém, algo potencialmente capaz de me manter acordado. Me despertou uma vontade louca de narrar o inenarrável, estimulada por sensações interessantes, mas que me atormentam em noites insones...

Saciei a vontade. A tendência é que o movimento de translação do algo cesse e eu durma. Xô, insônia.

Boa noite...

terça-feira, 26 de junho de 2012

Amigos, Samba e Aniversário!

Postado no Facebook

Eu, olhando para a roda de samba do meu aniversário, pensando que era exatamente desta forma que eu gostaria que fosse!

Amigos que fiz em diferentes espaços e tempos, em diferentes contextos, ali, juntos.
Amigos que deixaram de fazer outras coisas, para fazer meu dia mais feliz.
Amigos de diferentes lugares, descobrindo amigos em comum.
Amigos que não se conheciam, se conhecendo.
Amigos que se conheciam, se reencontrando.

Tudo isto ao som daquele samba, que falava de amor e amizade, da alegria nas coisas mais simples da vida... e o que há de mais simples e alegre do que encontrar os amigos?
Assim sigo, rumo aos 23,  valorizando cada vez mais as amizades.
Que alegria! Muito obrigado, pessoal!

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Influências geográficas do meio...

Enquanto isso, no Dia do Geógrafo - 29 de Maio...
Recebi, dentre algumas felicitações, uma que me chamou mais a atenção. Um tweet da @CervejaAcoriana que me fez pensar nas influências que sofremos e que nos levam a cursar Geografia. Me despertou uma vontade louca de compartilhar aqui com os queridos leitores. A @CervejaAcoriana me disse que Geografia era sua opção na infância, pois adorava olhar para um globo. Já pensou escolher o teu futuro por um objeto exposto ali, em cima do bidê ou pregado na parede?


A primeira influência: quem nos apresenta o mundo, em toda sua complexidade de suas relações. O professor de Geografia. Ele é o culpado pela maioria das escolhas pelo curso no momento da inscrição no vestibular. O bom professor, em qualquer área do conhecimento, será exemplo para seu aluno, que tenderá a seguir seus passos "E é quase impossível dizer quão mais voluntariamente imitamos aqueles a quem amamos", como disse Quintiliano. Os maus professores também podem nos estimular a seguir esta carreira - meu caso.

Porém, ah porém, existe também a influência que sofremos através das representações. Mapas, globos, Google Earth, previsão do tempo no Jornal Nacional, entre outros instrumentos representativos do nosso querido espaço geográfico. Isto é imensurável e normalmente intrínseco, subliminar... não sentimos e nem notamos esta influência, mas ela está aí. Ela vem escondida, em segundo plano, na aula, na televisão, internet...

Eu, por exemplo, tenho certeza que fui influenciado pelo Capitão Planeta! 
Imagina tu, caro leitor, criança, assistindo todos os dias a este desenho que era pura Geografia? O quão importante ele foi na formação do meu intelecto, inserindo doses diárias de Geografia pelos meus ouvidos e olhos?

Que influências tu sofreste para escolher este rumo que seguiste, querido leitor? Já parou pra pensar?

Dedicado à geógrafa mineira Jana Gomes, que curte o blog e ainda mostra para as amigas... hehe!

quarta-feira, 9 de maio de 2012

O "professor-pedreiro"...

Vejo meu caminho na docência como um muro que eu vou construindo...

Um muro sem o objetivo de separar; um muro que visa servir de apoio àqueles que têm dificuldade para ver o horizonte. Um auxílio para que, sozinhos, consigam escalá-lo, possam olhar mais longe e assim decidir os próximos passos. Quem sabe até erguendo outros muros mais adiante...

É como se eu acrescentasse tijolos neste muro a cada aula que eu desse. Sinto que há aulas que poucos tijolos são acimentados. Em compensação, noutras o muro ganha uma base sólida, que o manterá em pé, com tijolos de respeito, carinho, alegria, paciência... Sem frustração: tem aula que eu não consigo acrescentar sequer 1 tijolo. Surge aí uma oportunidade para refletir sobre a forma com que tentei colocá-lo lá e para valorizar a altura que ele já adquiriu até o momento.

Mas o que me leva a escrever isto, é a preocupação com este muro. Quantos outros professores-pedreiros estão nesta obra comigo?

Hoje saí da aula e me deparei com uma colega destruindo o muro a voadoras. Justamente num dia em que senti ter acrescido uma certa altura. Difícil saber o quanto perco com estes destruidores, pois não olho para o chão para ver o quanto tem de tijolo caído, e sim para cima, para onde almejo chegar com esta obra.

A esperança é que, com o passar do tempo, eu vá deixando o muro mais alto e forte, de modo que quando alguém derrubar parte dele, o restante será cada vez maior, até ele atingir uma altura em que se estabilize e torne-se inabalável.

sexta-feira, 16 de março de 2012

Desproveniência de Beleza (parte 3)

Além do que o querido leitor pôde observar nas postagens Desproveniência de Beleza e Desproveniência de Beleza (parte 2), relato hoje outras situações que acontecem com frequência na vida de um feio. Pessoas como esta que vos escreve, desprovidas de beleza, recebem apelidos, são comparadas "ao fulano, meu primo" e são comumente desenhadas pelos amigos.

Além dos apelidos carinhosos como Tutu, Tutis, etc, há quem me chame de Salsicha (do Scooby-Doo); por outro lado, já fui chamado também de Nicolas Cage (um pouco melhor) e Johnny Depp (justo). As pessoas insistem em perguntar: "tu não és irmão do Fulano?". Ou: "Nossa, tu és igual ao Ciclano" (Sôr Ednardo, por exemplo). Típico Feio Marcante.

Mas o pior ainda está por vir: a mania que as pessoas têm de desenhar-nos.
É como numa caricatura. O caricaturista ressalta determinadas partes do rosto da pessoa desenhada, deformando-a... No meu caso, não precisa se ressaltar nada, despertando a vontade das pessoas em me desenhar. Pode-se dizer que tenho um "rosto caricato".

É isto, nada do que reclamar. Embora sem muita saúde, pelo menos ainda sou confundido com indivíduos da minha espécie. Quando começarem a dizer: "olha, parece o cachorro da Fulana", aí ferrou. Beijo.


sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Fugir do Padrão

Ele está aí, padronizando, normatizando, enquadrando-nos naquilo que a sociedade tornou padrão. Algo que nos é imposto e que nos é cômodo seguir. Seguir o padrão é algo tão importante, útil e prático que o Capitão Nascimento imortalizou a frase "padrão zero-meia, padrão...", no filme Tropa de Elite 1. Mas convenhamos, querido leitor: que graça tem a vida se não fugirmos do padrão?

Fugir do padrão, i.e., agir diferentemente daquilo que costumamos fazer sem pensar, é uma mania divertida que tenho. Divertida para mim; e isto basta. Por vezes pode ser mais trabalhoso, claro... Noutras  pode ser mais caro, ou simplesmente mais chato, mas fugir do padrão significa não ser preguiçoso como por natureza nós somos; não economizar, como todos procuram fazer; ser legalmente chato, justamente o contrário do que tentamos parecer.
Ana Paula Padrão.

O padrão é chato.
Por que aquecer a comida no microondas com 1 minuto, quando posso esperar por 56 segundos?
Por que o teu relógio do celular, ilustríssimo leitor, está no horário oficial de Brasília? O meu está no  horário não-padrão de Araguaína, no Tocantins.
Reluto para entrar na academia e usar aparelho ortodôntico. Estaria seguindo o padrão se fosse fortinho, com os dentes retos e clarinhos.
Nada mais comum que ficar irritado com telemarketing... Então! Experimenta perguntar todos os dados da pessoa que está do outro lado da linha!
E assim a vida segue...

Fujo do padrão, no fundo, para fugir da rotina, quebrar a monotonia. Para valorizar momentos! Para não passar desapercebido. Para que um simples ato do cotidiano ganhe significado na minha vida.


quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Insônia, sua linda.

Por mais que me deixe caindo de sono no dia seguinte, eu curto uma insônia... Aquelas horas e horas em que rolo na cama, de um lado para o outro, procurando a posição, sensação térmica e altura do travesseiro ideais, nada mais são do que um momento que tenho comigo.

Profundo isso, não?

Costumo ter dois tipos de insônia, classificadas por mim como a Insônia Dasboa e a Insônia Matemática.

Durante a Insônia Dasboa os pensamentos fluem, tenho ideias geniais, lembro de situações de outros tempos, etc. A mente trabalha incessantemente, na contramão da meditação que visa esvaziar a mente de pensamentos. Alta produtividade, não fosse o sono que chega apagando toda a brilhante produção daquelas horas insones. Mas como nada é em vão, quando a Insônia é Dasboa faço um exercício com a minha criatividade, tão útil no meu dia-a-dia.

Porém, ah porém, frequentemente me deparo com a Insônia Matemática, que me faz passar horas sem pensar em alguma coisa útil, apenas calculando quanto tempo dormirei se o fizer agora. Complexo... Exemplo: "Já são 3h15min... se eu apagar agora, vou dormir por apenas quatro horas e quinze minutos". Assim se passa a madrugada inteira: calculando tempo estimado de sono. Como disse anteriormente, nada é em vão: estou craque na subtração.

Assim minhas noites se sucedem...

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Gaúchos, a Bergamota e a Tangerina

Depois de velho descobri que tangerina e bergamota são as mesmas frutas.
Bergamota, querida fruta consumida afú pela gauderiada, é a mesma coisa que tangerina, fruta que a gente nunca comeu, só tomou.

Olha a confusão na cabeça desta pobre criança: passei a vida tomando chimarrão na Redenção, nas tardes frias do inverno gaúcho, sob o sol, regado a bergamotas. À noite, um carreteiro de charque com a família regada a suco de caixinha de tangerina.

Se os gostos da fruta e do suco fossem parecidos, os gaúchos já teriam concluído que bergamota é um termo regional para tangerina. Mas não!

Reflitamos... nenhum suco 'de caixinha' tem gosto parecido com o da fruta in natura;
Suco de caixinha tem gosto de fruta 'de caixinha'. Sabor da artificialidade, dos conservantes, corantes, aromatizantes, antioxidantes, etc.

Concluo então que não foi ignorância minha; os gaúchos são enganados pelas empresas produtoras de sucos de caixinha quando tomam um suco de bergamota de caixinha pensando ser de tangerina.

Proponho que as embalagens contenham uma tradução para o gauchês ou que os sucos contenham gosto de bergamota.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Mania (Parte 5) - Dormir com o Pulso Dobrado

O bom de escrever sobre essa mania é que não escuto as piadinhas, só leio... mas enfim.

Não sei o que me acontece, o fato é que SÓ consigo dormir com o pulso dobrado. Já tentei dormir com ele esticado; não rola. Ou melhor, só rolo, rolo pela cama e não durmo.

Curiosamente, quando estou com sono, meu pulso tende a dobrar-se. Em aula, por exemplo, vou me aconchegando na cadeira e dobrando o pulso, evidenciando o sono.

O lado ruim dessa mania é que quando passo muitas horas dormindo com o pulso dobrado acordo com ele doendo horrores.

Página de comentários aberta às brincadeiras, palhaços. Mas penso que mais gente têm essa mania; que eu conheça, o meu cachorro (foto ao lado) e o amigo Kinsey Pinto, ao qual dedico essa postagem.


Dedicado ao Professor Geógrafo Kinsey Pinto, um cara que dorme com o pulso dobrado.

sábado, 25 de junho de 2011

Redes Sociais e meu Aniversário

Orkut, Twitter e Facebook, as redes que me pescaram, estão mudando o quê sempre chamamos de Relação Social. Isso ficou bem evidenciado no dia do meu aniversário, ontem, através das centenas de recados que recebi de feliz aniversário.

A começar pela sinceridade dos recados; há mensagens carregadas de sinceridade e há aquelas que estão lá apenas para marcar presença na página de recados, ou no meu mural. Antes do advento das redes virtuais, todo o "feliz aniversário!" que tu recebias era sincero, pois era ouvido, e não lido. Alguém te ligava, ou te encontrava, lembrava e te desejava tudo de bom. Note que não quis dizer que o recado escrito não vale tanto quanto o falado. Nem que todo o falado é sincero, e muito menos que todo o escrito é sem valor.

Outra mudança na forma com que nos relacionamos hoje, é a distância relativa. As redes sociais nos aproximam, relativamente, de pessoas (que deixaram de ser pessoas para serem 'contatos') que nunca nos desejariam feliz aniversário. Sequer saberiam que nosso aniversário é no dia que é. Porém, acabam por afastar pessoas. Antes, os mais chegados, aqueles que sabem a data do teu aniversário, te desejariam pessoalmente, ou pelo menos via telefone, saúde, paz, sucesso... agora a comodidade os permite desejar essas coisas via internet, com a mesma sinceridade, mas sem aquela proximidade.

Enfim, vantagens e desvantagens dessas novas formas com que nos relacionamos. As redes sociais virtuais nos aproximando de quem perderíamos contato e nos afastando de quem deveria ser mais próximo.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Mania (parte 4) - Atravessar a rua devagarinho

Essa, bem como a cleptomania, é uma mania que não tenho.

Caro leitor, ou você já viu essa cena, ou você já atuou nela.

Cena: O transeunte, muito do fdp, metido a malandro, atravessa a rua fora da faixa de segurança, em sentido diagonal e vagarosamente. As vezes quase atropela o carro quando inicia a travessia.

Pra quê? Seu corno!
Malandro é o pato, que tem os dedos grudados pra não colocar aliança;
é o cavalo-marinho, que se finge de peixe pra não puxar carroça;
até mesmo o gato, pois já nasce de bigode.
Não é tu, querido pedestre, que ao ver o carro se aproximando diminui a velocidade da passada.


Pronto, desabafei.

Dedicado à (talvez a única leitora) @duanabp

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Mania (parte 3) Abrir a Geladeira

Desta mania eu me envergonho... Abrir a geladeira, sem porquê, simplesmente para pensar, é a minha pior mania. Minha não, da maioria dos brasileiros.

Tudo começou em casa, com a família... uma abridinha aqui, outra ali... quando vi já estava abrindo a geladeira sem necessidade. Passei a deixar de fazer coisas pertinentes ao trabalho e aos estudos, só para abrir este eletrodoméstico.
Trata-se de um momento único; quando abro aquela porta os pensamentos fluem, esqueço do que há em volta, lembro de coisas que não lembraria se não fosse tal ação. Devo admitir que dá prazer fazer isto.

Mas hoje já são dois dias que não abro aquela porta sem que haja necessidade. Me sinto bem; estou contribuindo para um mundo melhor, ecologicamente correto.

Abrir a geladeira faz com que o ar que está dentro desta se misture com o externo e assim aumente a temperatura em seu espaço interior. Assim sendo, a geladeira deverá consumir uma energia maior a fim de manter a temperatura ideal; além do mais, mantê-la fechada diminui a chance de contaminação dos alimentos (e do seu organismo, consequentemente).

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Mania (parte 2) Cleptomania

Não, não... podem ficar tranquilos; essa "mania" eu não tenho...
Estou postando sobre isso porque recentemente recebi um e-mail que, entre tantas outras definições bestas de palavras conhecidas, definiu a palavra CLEPTOMANIA como sendo uma paixão por Eric Clapton... quase riu neh?

Só para esclarecer, cleptomania é "um impulso mórbido que leva alguém a furtar coisas sem valor, apenas para satisfazer o 'desejo' "...

Há quem diga que pobre é ladrão, e rico é cleptomaníaco... haha.

Em breve mais manias que tenho; não que interesse a ti, caro leitor, tenho certeza, mas por pura vontade de escrever e falta do que fazer nas férias!

Abraço!

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Mania (parte 1) - Falar ao celular e caminhar

Estava eu pensando, cá com meus botões, que a unidade de medida m/s (metros por segundo), usada para se medir velocidade, cai tri bem quando o assunto é chamada telefônica para telefone sem fio ou aparelho celular.

A mania em questão é a de caminhar metros e metros enquanto se conversa no celular. Um hábito que eu tenho e que já pude presenciar diversas vezes em outras pessoas.

Certa feita, inclusive, enquanto caminhava e conversava no celular fui impedido de continuar os passos por um amigo irritado com essa mania; foi então que minhas frases passaram a sair com dificuldade da minha boca. Gaguejava. Reparei a relação existente entre passos e palavras.

Pode ser chato para quem assiste à chamada telefônica, mas trata-se de uma mania
saudável, visto que se pratica um esporte concomitantemente, e é educado por não incomodar quem está no recinto (não obrigando os outros a ouvir tua conversa).

#Ficaadica. Converse e caminhe.

Manias

Observador que sou, tenho as pessoas como meu público-alvo. Há quem tenha vitrines, por exemplo, como alvo de seus olhares, mas eu, mesmo quando vou ao shopping, pouco vejo de propagandas e promoções; fico sempre a observar quem por lá caminha...

E mais especificamente, costumo observar não só às pessoas, mas a forma com que agem e principalmente suas MANIAS. Adoro, adoro manias. Por isso resolvi começar a escrever sobre manias que temos; a começar pelas que tenho.

Antes de escrever sobre alguma, gostaria de deixar claro para os psicólogos e psiquiatras de plantão que falarei de mania na sua concepção vulgar, isto é, relacionada a determinados hábitos, por vezes estranhos, que todos temos.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Um Sentimento que me Assola

Um sentimento que há muito me acompanha tem se intensificado potencialmente nos últimos meses. É a vontade de ser pai, que aumenta devido a amigos que tiveram filho recentemente..

Acredito que o quê me fez professor tenha uma relação estreita com o quê me faz querer ser pai; uma vontade de criar, educar e preparar alguém para a vida. Isso é demais! Chego à conclusão de que sempre procuro ser importante na vida de outra pessoa, seja como professor, amigo, namorado ou pai.

Estou ciente das mudanças que a minha vida vai sofrer quando chegado o momento de ter um herdeiro. Por isso espero a hora certa; ansiosamente!

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Desproveniência de Beleza


Há muito tempo deixei de me preocupar em sair bem nas fotos...

Lembro-me do tempo em que me importava com a aparência; fazia questão de só expor em sites de relacionamento as fotos nas quais eu estava bem apresentado. No caso do Orkut, só se podia postar 12; eu mantinha quatro ou cinco...

Fui crescendo e me desapegando de certas preocupações que tinha sobre as opiniões alheias; em outras palavras, passei a tomar Activia com Johnnie Walker para o que os outros pensam.

Resultado: no momento estou com 566 fotos no site. Assumi a fealdade (feiura) que me acompanha desde a pré-adolescência e, em casos de extrema falta de beleza, tiro fotos de costas, como esta ao lado.