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segunda-feira, 14 de março de 2011

Percebendo o Desenvolvimento

A partir de comentários acerca do post anterior, que falava do desenvolvimento do bairro e da influência sobre o microclima local, tenho notado diferentes formas de perceber essa alteração microclimática.
Mas um comentário me chamou mais a atenção.

Minha mãe, assim que leu o texto, disse que percebeu o aquecimento do bairro pelo número de ventiladores em casa; no começo havia 1, na sala. Era suficiente visto que as noites eram fresquinhas. A família dormia com uma coberta fina nos verões...
Passados 10 anos, além da sala, todos os quartos têm ventiladores de teto e pesquisamos os preços dos Split's; dormimos só com um lençol.

Não deixa de ser uma forma de perceber uma alteração climatológica, certo? E tu, caro leitor, como percebes o aquecimento global, por exemplo?

Veja como o personagem da charge percebeu a alteração no clima.

sábado, 12 de março de 2011

(Re)pensando o Desenvolvimento

Ao completar 11 anos morando no bairro, eu, minha família e vários vizinhos temos notado que a sensação térmica está maior que aquela que sentíamos no começo nos anos 2000.
Era notável que nosso bairro era mais frio que o resto da cidade, que o centro de Porto Alegre, principalmente.

A faculdade me deu uma bagagem teórica para pensar nesse fenômeno, tendência mundial; Por que nossa temperatura está se equiparando à temperatura fora do bairro? Estamos perdendo nosso microclima? Analisemos.


Ruas foram asfaltadas - o asfalto esquenta muito mais que a chamada "rua de chão batido" e ainda impermeabiliza o solo, aumentando o escoamento superficial e dificultando a absorção da água da chuva.
11 novas torres foram construídas - prédios que atrapalham a circulação atmosférica. O vento era uma característica do bairro, que acabava com as chapinhas das gurias.
Quilômetros quadrados de vegetação foram removidos e substituídos por concreto - Preciso dizer que o concreto esquenta muito mais que árvores?
Muito mais carros passaram a circular emitindo gases estufa.

E o silêncio de antes? Já era. Se escuta motos, ônibus e caminhões rumo à origem dos martelaços, furadeiras e outros sons oriundos dos canteiros de obra. Não se sente mais o cheirinho de mato e o ar fresco. Muitos animais foram mortos quando desmataram todas essas áreas; lagartos, cobras, etc.

O bairro se desenvolveu? Progrediu? Repensemos os conceitos de desenvolvimento, progresso... Pensemos se ocupamos o espaço de forma correta.

Obs.: Enquanto escrevo, milhares de japoneses que ocuparam o espaço de forma a diminuir as consequências dos terremotos, morrem.

Dedicado ao vizinho e parceiro @digo_galvani

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Um Sentimento que me Assola

Um sentimento que há muito me acompanha tem se intensificado potencialmente nos últimos meses. É a vontade de ser pai, que aumenta devido a amigos que tiveram filho recentemente..

Acredito que o quê me fez professor tenha uma relação estreita com o quê me faz querer ser pai; uma vontade de criar, educar e preparar alguém para a vida. Isso é demais! Chego à conclusão de que sempre procuro ser importante na vida de outra pessoa, seja como professor, amigo, namorado ou pai.

Estou ciente das mudanças que a minha vida vai sofrer quando chegado o momento de ter um herdeiro. Por isso espero a hora certa; ansiosamente!

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Leia Diretamente da Fonte!

Caros queridos ilustríssimos leitores,

venho por meio deste (óbvio neh) proporcionar-lhes um momento para reflexão.

Hoje de manhã, em uma prova de Teoria do Currículo, critiquei a forma contemporânea de estudo que faz com que interpretemos mal o que lemos e nos torna fracos produtores de textos. Falei sobre diferenças dos estudantes modernos para os antepassados destes e de que forma a Educação perde qualidade com as novas tecnologias e mudanças no comportamento da sociedade ao longo do tempo.

Não pretendo me estender; só intrigar.

O tempo passa mais rápidos hoje em dia... os resultados desse fenômeno são perceptíveis em diversas áreas mas, em especial, na Educação (sempre com letra maiúscula!). Notem como não lemos mais os textos dos grandes teóricos como antigamente. Em um mundo veloz, dinâmico, colorido e barulhento criamos o costume de procurar sempre o que é resumido, sintetizado e (logo) de fácil absorção, afinal de contas, "não temos tempo a perder com abobrinhas."

Resultado: o conhecimento que adquirimos não está vindo diretamente da fonte; os estudantes do século XXI leem reproduções que por mais fiéis que sejam mudaram de autor (logo sua formação, ideologia, personalidade também mudou), realidade em que este estava inserido ao escrever determinada obra (com a influência sofrida pelo meio) e interesse que, por mais imparcial que tentemos ser, deixamos transparecer certa parcialidade perante qualquer assunto.

Ferramentas que encurtam e tornam mais ágeis nosso acesso ao conhecimento (como a Internet) estão enfraquecendo a capacidade de criar e interpretar das pessoas; Habilidade (de ler, por exemplo) todos temos mas nossas capacidades (como analisar, refletir e produzir) vêm perdendo força.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Sinais do Tempo!

Todos sabemos da dificuldade de enfrentar trocas de dezenas no decorrer de nossas vidas. Quantas pessoas fazem três aniversários de 29 anos até admitirem ter passado dos 30 anos... e dos 39 para os 40 anos? Terrível! A idéia de ser "quarentão" é amedrontadora para muitos... Depois comemora-se (ou não) meio século de vida; essa denominação soa bem... os "cinquentões" ainda brincam: "estou partindo para a segunda metade da vida", crentes de que viverão um século.

Pois bem; mas você, caro leitor (um dos três), já ouviu falar da "crise dos VINTE anos"? Provavelmente não... É mais comum ouvir "Crise Econômica Mundial", "Crise do Petróleo", ... Então acompanhe como estou atravessando a CRISE DOS VINTE ANOS.

Reparei, ao trocar de dezena, demonstrações de maturidade. A começar pela ocupação "twenty-four seven"; Três turnos ocupados por dia é sinal de que deixei de ser guri. No término de um estágio na faculdade (o que já é maduro) ganhei um livro e um vinho! Me imaginei, na hora, em minha "poltrona do paizão" lendo o livro e com o cálice no bidê ao lado, interrompendo a leitura para momentos de reflexão adjetivados por suaves (e charmosas) manuseadas na barba branca.

O que aconteceu no meu vigésimo aniversário? Em vez de uma caixa de bom-bom, ganhei nada. Sim, excelentíssimo leitor; nada. As pessoas pensam que depois de VELHOS deixamos de gostar de chocolate.

Meu primeiro quinto de vida (pensando baixo) chegou (mal)acompanhado de dores. First of all uma dor no joelho que incomoda até para subir/descer escadas. Na sequencia, sem que o pobre joelho podesse ser curado, "estraguei" o cotovelo em um saudavel jogo de vôlei. Esta lesão me atrapalha até para dirigir (ação desempenhada por gente grande).

Mas a evidência mais clara do decorrer do tempo ainda estava por vir. Arritmia e fibrilação assombraram meus movimentos cardíacos em um belo fim-de-semana. FANTÁSTICO! Um problema no coração era a prova que precisava para mostrar-te o quando envelheci em apenas 1 ano.

Brincadeiras à parte, minha vida tem mudado para melhor conforme passam os dias de São João. De forma alguma me sinto velho pois, como diria o ditado, "envelhecemos quando paramos de nos divertir". Sendo assim, sinto-me como um recém-nascido!

Escrito sob observação no Instituto de Cardiologia

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

- Retrô - Formatura

O ano começou bem.

Na primeira semana de 2008 descobri que havia passado de ano. Sim, até os 48 do segundo tempo eu não sabia o resultado da prova de recuperação de Biologia. A recompensa por todo o meu esforço no mês de Dezembro fora dada.

Aliviado, compareci à cerimônia e recebi o diploma. A noite estava perfeita, me senti tranquilo para ler aos presentes um texto revolucionário sobre o descaso com a educação pública estadual. A turma gostou; meus colegas sentiram ter escolhido o homem certo, por unanimidade, para ser o orador da turma. Recebi elogios até quase deixar escapar umas lágrimas. O final da cerimônia foi marcado com o primeiro beijo na frente dos sogros!

Do salão de atos da UFRGS para uma bela pizzaria. Momento muito agradavel ao lado de parentes e de um irmão emprestado que não pôde comparecer à cerimônia. Satisfeito, vinha a terceira parte da noite.

Uma casa noturna nova, onde estavam poucos amigos e tocava boas músicas. Talvez o ambiente não fosse dos melhores, mas as companhias eram. Com a futura esposa, dançamos até o sol quase raiar.

Agora é férias, praia, começo de uma nova etapa longe da escola em que passei 15 anos da minha vida.

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sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

... and a happy new year!

E mais um ano que se vai... 2008 foi um ano diferente. É bem verdade que todos os anos diferem entre si, mas 2008 merece uma atenção especial...

Abaixo estão os tópicos. Em breve: um 'post' para cada um.

Retrospectiva Artureka 2008!

- Formatura;


- 1º ano longe do IE;

-Meus 18 anos;


- O 1º um ano de namoro;



- Vestibular.


terça-feira, 23 de dezembro de 2008

We wish you a merry christmas, we wish you a...

Pois bem, eis que chega o Natal!



Natal é uma data que nos remete a pensar em presentes, Papai Noel, viagem... mas pouca gente pensa no aniversariante. Por que dar presentes para família, amigos, companheiros, se quem está de "niver" é Cristo?

Por que, quando criança, somos enganados pelos adultos sobre aquela história de Papai Noel, renas, trenó que voa...?

Está encravado no pensamento da sociedade. O Capitalismo Selvagem impõe que compremos presentes a todos para que assim seja gerado lucro e movimente a economia. Por sinal, nada melhor que a chegada do Natal para a Crise Financeira Internacional. Às custas do homem que foi crucificado, enriquecemos alguns por cento da população e alimentamos a política Neo-liberal.

Se um dia uma criança fizer uma relação do menino que está nascendo no presépio de cerâmica, ao lado da árvore que tem na sua casa, com o barbudo que entrega presentes depois de entrar pela chaminé, vai concluir que Papai Noel é Jesus Cristo gordo vestindo vermelho. Que confusão seria na pequena cabeça pensante.

Convenhamos. Se a data é religiosa, que seja de fato! Que aqueles que têm fé, rezem, pensem coisas boas, reunam-se com a família, sem o costume de lotar as lojas. Que lotemos os pontos de encontro como parques e praças.

Por outro lado, tendo em vista que vivemos num país capitalista, que seja criado o Feriado Nacional do Consumo. Aí sim justificaria o que fazemos nos dias atuais. Daríamos presentes e em contra-partida receberíamos (quem não desse ficaria mal-falado na rua).

O que não pode é se aproveitar do dia em que nasceu um homem que está presente na crença de bilhões de pessoas, filho de Deus, o cara que transformou água em vinho, para fins econômicos.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Here I am...

Fim de ano... Férias, 13º salário, sol e calor, pouca roupa, Natal e Ano Novo. Oh, delícia..

O CARAMBA!

Here I am, acordando todo o santo dia às 6:30 da manhã. Durmo pouco, acordo atrasado, passo frio no ar condicionado da sala de aula e volto ao meio dia sob o Sol de Zênite, caminhando com 35º Celsius na sombra. Cito a fome?

Here I am
, estudando e pensando constantemente: "Devia estar estudando mais... O que não estudei vai cair no Vestibular... E se eu ficar doente? E se... E se..."

Here I am, namorando 3 vezes por semana e encontrando amigos menos ainda; Quando os vejo, o tempo é pouco, mas suficiente para, no caso da namorada, arrumar um conflito daqueles.

Este final de 2008 tem sido interessante. Os dias não parecem mais durar 24 horas; E quanto aos fins-de-semana? Acredito que estejam emprestando horas aos dias úteis. Sinal dos tempos; estou virando gente. Estou me adequando ao sistema.

Por onde anda o espírito natalino nesse corpo aqui sentado a escrever? Rá! Em breve, um texto sobre o Natal.

domingo, 19 de outubro de 2008

Agora sou um Blogger; ninguém me segura

O primeiro post será sobre a criação do Blog do Artureka! "Mazá", agora ninguém me segura.

Sempre tive a vontade de criar um Blog mas a preguiça, tão grande quanto o desejo, me impedia. Ainda tenho muito o que aprender por essas bandas. Formas de escrever, expressões em inglês e ferramentas que não domino devem me atrapalhar nessa carreira "Bloguística".

Meu objetivo aqui é praticar a escrita, tendo em vista que este ano nem caderno estou usando. Está certo que teclar não é a mesma coisa que escrever manualmente, mas antes bater nesses quadradinhos que nada fazer.

É isso; está tarde e tenho que acordar cedo amanhã para assistir à aula do meu primo e ídolo no primeiro período.

Abraço (para mim mesmo, o único a visitar o blog).